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Poesia | Boca, divina boca. | Tony Casanova

Tão formosa perfeição em simetria/

No contorno tão divinamente pura /

Rico e belo monumento, eu diria/

Desta boca, singular arquitetura.

Quem poderia compor tamanha perfeição/

Senão um mestre na arte da própria da vida/

Laborou perfeita boca ás próprias mãos/

Do labor se fez assim se fez a preferida.

Da divina forma, á rica maciez/

O estalar da fala, o tremular sutil/

Divino mestre que te fez/

A mais bela boca que se viu.

A fala nem se fala/

Nem se ouve, tamanha hipnose/

Ao ouvir-te tudo cala/

Não há nada, tampouco vozes.

A boca, esta magnífica, singular/

Tão perfeitamente bela/

Que nem precisa falar/

Basta o olhar pra ela.

Boca plena, de volume atraente/

Só de olhar já causa encanto/

Por ser demais envolvente/

Ai boca, boca que me toma/

Feitiço do meu olhar/

Que a minha alma doma.

Por Tony Casanova. Todos os Direitos Autorais e Copyright São reservados ao autor.

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