A magia de uma flor.


Mais que a luz que nos teus olhos se abriu/

A certeza inconteste da divina formosura/

Riso feliz que lhe ecoou na face a beleza/

Inigualável graça também incrível candura/

A flor que brotou no mato a cor da natureza.


Onde nascem mil flores coloridas/

Lá está uma flor mais perfumada/

Inebriando o ar por toda vida/

Vale da flor mais bela e encantada/

Emergida da floresta da magia/

Refletindo amor,cor e alegria.

Por Tony Casanova - Diretos Autorais e Copyright reservados ao autor.

Texto | Pobre dos pobres. | Tony Casanova

   A pobreza não é motivo de orgulho para ninguém, mas não é razão de vergonha também. Não nascemos possuidores de nada e nada levamos desta vida enfadonha, nem o tudo que acumulamos, este ficará na estrada, quando partirmos em nossa viagem de caminho sem retorno. Que a nossa pobreza esteja restrita ao campo material e não avance em nossa alma. O Amor pelos bens é maior para muitos que encontram a imensa riqueza de patrimônio, mas perdem a beleza de viver, este que é o maior patrimônio que qualquer um de nós pode ter. Mas pior que um rico de ambições é um pobre de espírito. Nada mais há que se possa perder e que possua valor, senão a própria razão do amor, que produz a riqueza que se multiplica e acumula na alma humana. Pobre dos pobres, estes sonhando em serem nobres, correndo atrás do status, da fama e da riqueza e sequer conseguem ver a pobreza que lhes consome a paz. Pobre, pobre, pobre, morrerá como nobre, ataúde folheado, mas será sempre pobre daquilo que deixará e não verá mais. Não há uma forma de contentamento na vida ambiciosa de quem vive em busca a riqueza, quem ostenta, quem se orgulha, quem expõe sua soberba, pobre dos pobres, tão sonhadores, serão escravos eternos, prisioneiros subalternos da sua própria avareza. 

  Por Tony Casanova - Direitos Autorais e Copyright reservados ao autor.

Poesia | Boca, divina boca. | Tony Casanova

Tão formosa perfeição em simetria/

No contorno tão divinamente pura /

Rico e belo monumento, eu diria/

Desta boca, singular arquitetura.

Quem poderia compor tamanha perfeição/

Senão um mestre na arte da própria da vida/

Laborou perfeita boca ás próprias mãos/

Do labor se fez assim se fez a preferida.

Da divina forma, á rica maciez/

O estalar da fala, o tremular sutil/

Divino mestre que te fez/

A mais bela boca que se viu.

A fala nem se fala/

Nem se ouve, tamanha hipnose/

Ao ouvir-te tudo cala/

Não há nada, tampouco vozes.

A boca, esta magnífica, singular/

Tão perfeitamente bela/

Que nem precisa falar/

Basta o olhar pra ela.

Boca plena, de volume atraente/

Só de olhar já causa encanto/

Por ser demais envolvente/

Ai boca, boca que me toma/

Feitiço do meu olhar/

Que a minha alma doma.

Por Tony Casanova. Todos os Direitos Autorais e Copyright São reservados ao autor.

Poesia | Você não vai se arrepender | Sandra Paula

Olhos fechados
Sinto a volúpia de teus beijos
A brutalidade de tuas mãos
Que me acariciam com ternura.
Despertasse-me desejos,
Renasci das cinzas,
Reacendeste a chama da paixão
Que antes apenas fumegava.
Despertaste a fera indomada
E o desejo da entrega
De ser tua
De ser por ti amada.
Quero sentir teu corpo
Fazer-te de sã a louco
Beijar-te de canto a canto
Arrancar-te suspiros
Gemidos
Delírios
Quero viajar em tua masculinidade
Viver
Sentir
Deslizar em tua virilidade
Quero ser tua
Jogar fora minhas roupas
Ficar completamente nua
Quero gritar de desejos
Sorver teus beijos
E no pulsar de minha intimidade
Quero sentir você.
Na loucura de quem ama
Quando cravar minhas unhas em tua carne
De excitação estremecer
Deixa-me provar de ti
Você não vai se arrepender

Por: Sandra Paula 

Poesia | Divã | Sandra Paula

Procuro desabafar nos versos
O amor que trago comigo
Fiz da caneta companheira,
 Amiga de meus escritos.
Nos versos falo o que pressinto
O amor a cada manhã.
Fiz do desabafo meu escape
Fiz dos poemas meu divã.
Neles escrevo o que sinto
Se falo que te amo
...Acredite...
...Não minto...
Falo da saudade dilacerante
Que me traz a falta de você.
Em meus poemas desabafo,
Neles vejo despido o meu eu,
Sem fantasias...
Sem camuflagem...
Neles sou realidade,
Sou amiga, amante, sou irmã
Falo de você, falo de mim,
Das minhas noites e manhãs.
Expando meus sentimentos
Faço de meus poemas meu divã.
Eles me acolhem em silencio
Me escutam sem reclamar
Deixam-me aliviada
E quando em meu rosto
Uma lagrima resvala
A saudade de você
Professando o meu/ teu bem querer,
Meus poemas me abraçam
Seguram em minhas mãos
Beijam-me gentilmente
Afagando-me o coração.
Em meus poemas falo de um anjo
Que me traz nos lábios o sorriso
Frêmito no coração...
Nos olhos deixam um brilho...
Seja noite...
Seja manhã
Desabafo o meu amor
Revelo você...

Em meus poemas
Meu divã


Poema de: Sandra Paula Souza

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