Poesia | Você não vai se arrepender | Sandra Paula

Olhos fechados
Sinto a volúpia de teus beijos
A brutalidade de tuas mãos
Que me acariciam com ternura.
Despertasse-me desejos,
Renasci das cinzas,
Reacendeste a chama da paixão
Que antes apenas fumegava.
Despertaste a fera indomada
E o desejo da entrega
De ser tua
De ser por ti amada.
Quero sentir teu corpo
Fazer-te de sã a louco
Beijar-te de canto a canto
Arrancar-te suspiros
Gemidos
Delírios
Quero viajar em tua masculinidade
Viver
Sentir
Deslizar em tua virilidade
Quero ser tua
Jogar fora minhas roupas
Ficar completamente nua
Quero gritar de desejos
Sorver teus beijos
E no pulsar de minha intimidade
Quero sentir você.
Na loucura de quem ama
Quando cravar minhas unhas em tua carne
De excitação estremecer
Deixa-me provar de ti
Você não vai se arrepender

Por: Sandra Paula 

Poesia | Divã | Sandra Paula

Procuro desabafar nos versos
O amor que trago comigo
Fiz da caneta companheira,
 Amiga de meus escritos.
Nos versos falo o que pressinto
O amor a cada manhã.
Fiz do desabafo meu escape
Fiz dos poemas meu divã.
Neles escrevo o que sinto
Se falo que te amo
...Acredite...
...Não minto...
Falo da saudade dilacerante
Que me traz a falta de você.
Em meus poemas desabafo,
Neles vejo despido o meu eu,
Sem fantasias...
Sem camuflagem...
Neles sou realidade,
Sou amiga, amante, sou irmã
Falo de você, falo de mim,
Das minhas noites e manhãs.
Expando meus sentimentos
Faço de meus poemas meu divã.
Eles me acolhem em silencio
Me escutam sem reclamar
Deixam-me aliviada
E quando em meu rosto
Uma lagrima resvala
A saudade de você
Professando o meu/ teu bem querer,
Meus poemas me abraçam
Seguram em minhas mãos
Beijam-me gentilmente
Afagando-me o coração.
Em meus poemas falo de um anjo
Que me traz nos lábios o sorriso
Frêmito no coração...
Nos olhos deixam um brilho...
Seja noite...
Seja manhã
Desabafo o meu amor
Revelo você...

Em meus poemas
Meu divã


Poema de: Sandra Paula Souza

Literatura | Conto | Chamado do amor | Sandra Paula

Estela o esperava ansiosa, seria o primeiro encontro. As mãos geladas e o tremor em seu corpo revelavam o desejo de encontrar Ângelo. Os meses de conversa e declarações haviam ligado para sempre os dois. Se vestira com cuidado, queria causar impacto, jeans apertado, camiseta  delicada, porém sexy.Uma mistura de mulher e menina. Em alguns instantes estaria entregando-se ao amor de sua vida. Estava preste a viver o amor que a corroía dia a dia, sem dó nem piedade. Desejava ardentemente aquele homem. Ângelo passara a viver dentro dela, podia amá-lo, sentir seu corpo, acariciá-lo…
De repente, uma voz rouca chamou seu nome, e como em câmara lenta ela seguiu aquele chamado do amor. Em sua frente estava o seu amado, saído de seus sonhos,lindo,lindo,lindo.Não sabia o que fazer, pois o desejo  naquele momento era de atirar-se em seus braços e beijar-lhe a boca carnuda ,abraçando aquele corpo másculo. No entanto as pernas não obedeciam, ela estava paralisada e sem voz. A única manifestação de sentimentos eram as lágrimas que fluíam de seus olhos, como fontes jorrando águas cristalinas. Ângelo compreendendo o que se passava, foi a seu encontro. A tomou nos braços e sussurrou em seu ouvido:
- Você é linda, minha doce Estrela.-Era assim que ele a chamava.
Enlaçando-a pela cintura beijou-lhe os lábios, com a ternura até então, só experimentada nos sonhos de Estela. Seguiram de mãos dadas. O silêncio tomava conta dos dois apaixonados. Era algo novo para eles, poder sentir o contato a tanto tempo desejado, sonhado. Atravessaram a rua e seguiram para o carro. Vez por outra a emoção os tomava e o desejo de chegar ao destino se tornará insuportável. Seguiam  por uma estrada de mão única,uma serra que os levaria a uma cabana,  em um bosque  florido. Parecia  saído de um conto de fadas aquele lugar,mas Ângelo por certo sabia a felicidade que causaria a Estrela, sabia o quanto sua amada era romântica e sonhadora, faria o possível, para que ela vivesse tudo o que sonhara para os dois. A cabana bem cuidada aguardava os amantes. Ele parou o carro e ela graciosamente desceu, caminhou em direção a seus sonhos, leve como um pássaro, parecia voejar. Ângelo  abriu a porta e os dois entraram. Ambos tinham no olhar o brilho que a chama do amor lhes causara, agora não tinha mais como conter o desejo que  sufocavam dentro de si. Ele a enlaçou o corpo com ternura, olhou-a com a paixão que o recebia.
- Meu Deus, como sonhei com você! Tua pele, teu cheiro… – Ângelo parecia não conseguir respirar, tão intenso, era o desejo que lhe consumia o ser.
- Tenho medo de estar sonhando e de repente acordar sem você aqui meu amor. – Estrela não continha as lágrimas de felicidade que lhe escorriam na face.
Ele lhe enxugou o rosto, beijou-lhes os olhos suavemente. Afagando seus cabelos, seus beijos se tornaram mais abrasadores. Acariciavam-se com paixão, não podiam mais retardar aquele momento tão esperado. Ângelo a tomou nos braços e a deitou na cama. Com carinho, baixou as alças de sua blusa, sempre a beijando e declarando seu amor. Os beijos seguiam um após outro. Ele lhe acariciou o ponto mais íntimo e Estrela entregou-se apaixonada. Naquele instante, o sol se escondera, para dar lugar a lua que chegava,  brilhante e iluminada, testemunhando e brindando a mais bela história de amor. Uma história que estaria presente, para sempre na vida de um anjo e sua estrela amada.


Por: Sandra Paula     

Poesia | Meus/seus versos | Sandra Paula

Por você um dia me transformei em poeta
Escrevi em verso o amor que de dei
No papel rabisquei  cada anseio,
Emoção e desejo
Na insanidade da paixão
Ambicionei teus beijos
Teu corpo, teu amor

Rabisquei em versos e prosas
 A delícia de te amar
Rabisquei a saudade de você
A dor de sua ausência
E chorei ao rabiscar
Cada verso era  você
Cada lagrima era de amor
Cada letra sentimento
Cada frase me transformou

Rabisquei tristeza
Rabisquei solidão
Nas noites vazias
Na cama fria
Na falta de teu corpo
Entrelaçado ao meu
Como homem louco

Por você me fiz poeta
Inspiração ardente
Eu me fiz crente
Do prazer que me doavas
Da paixão inerente
Que você me passava

Rabisquei felicidade
A felicidade de ver preenchido
O vazio que antes tinha no peito
Hoje rabisco nosso amor
Nossos momentos
Nossa vida, nosso eu
Hoje  sou poeta de nossos sonhos
E rabisco na branca folha de papel
A felicidade de quem vive o amor...
Nós vivemos...
Nos amamos...


Por: Sandra Paula  

Texto | Conto | A loba e o poeta | Sandra Paula


Depois de  mais uma noite de amor ao lado de seu poeta, a loba se trancava  em sua solidão.
Adormecida sonhava com os abraços de seu amante e sonhando suspirava a felicidade dos momentos de amor que tinha a seu lado. Uma loba nas horas em que o sol cobria o bosque com seus brilhos dourados. Uma mulher quando a lua cobria de prata as noites orvalhadas. Nunca soube ao certo o motivo deste doloroso destino. Uma magia? Maldição? Nunca soube o que sucedera. Porém, estava vivendo os únicos momentos de felicidade que a vida lhe proporcionava, e estes momentos lhe chegou em forma de poesia.Como que para quebrar o encanto  o destino lhe apresentou o poeta ,um homem  que por si só já era uma poesia. A seu lado tinha vivido momentos de paixão, loucuras de amor e desejos. Tinha descoberto a felicidade de seus momentos de mulher. O poeta conhecia seu segredo, sabia ser impossível viver a seu lado como em uma vida normal. Mesmo assim a amava, a desejava e sabia lhe fazer feliz. Seu segredo não era o bastante para distanciar o poeta da loba-mulher. Ele a fazia viver  intensamente as noites a seu lado. Acordando daquele momento de  letargia, ela contemplou ao longe, a lua que surgia brilhante e convidativa, lua dos amantes, lua da loba e do poeta. Correu velozmente por entre as árvores do bosque... Correu ao encontro de seu amado, seu poeta. Cada vez que a distancia encurtava  a metamorfose acontecia e, ao chegar no lugar que tinha servido de braços para acolher os amantes, o poeta já  se encontrava esperando sua amada. A loba agora já não existia, ali estava uma bela mulher. Corpo desnudo, branca tal qual a lua que brilhava no alto da colina. Suas madeixas caiam-lhe a cintura e seus olhos eram chispas de desejo e amor. Cada encontro era mágico, era novo. Abrindo os braços convidou o poeta a lhe amar, a completar seu fascínio  feminino. O poeta lhe contemplava com paixão, amor, corpo inflamando de desejos. Sem mais esperar a tomou nos braços e iniciou o ritual dos amantes. Já estava difícil seguir uma respiração normal, se desejavam como se fosse  a ultima vez, se tragavam entre sussurros e gemidos, ou seria entre sussurros e uivos? Viviam sua história de amor. Naquele momento só lhes importava saciar a fome que lhes consumia o corpo. Ele a possuiu desesperadamente, e no momento em que ela o teve dentro de si, sentiu uma lagrima que solitária resvalou  em seu rosto de mulher. O poeta lhe acariciava o corpo incrédulo do prazer que recebia e que causará naquele ser tão misterioso. Suas mãos se fechavam  nos seios da mulher que arfava sem conter o frenesi. Sua boca passeava  lentamente no corpo feminino se perdendo na passagem secreta do êxtase que a tomava. Seus dedos a tocavam  ardentemente e ela enlouquecida parecia se perder em meio ao prazer que o poeta lhe causara. Sentia escorrer por suas coxas o liquido viscoso e quente que aflorava do amor que faziam. Ambos se entregavam a loucura das noites febris, sem medo, sem receios. Amavam-se e se queriam, naquele momento o que menos importava era o segredo que envolvia aquela mulher. De repente, ao sentirem os raios do sol que nascia, se deram conta que se amaram durante toda noite, mas  que novamente era forçoso o adeus! Olharam-se em silencio, com lágrimas nos olhos o poeta viu seu amor desaparecer, agora não mais em forma de mulher, mas uma loba triste e solitária. Voltar-se-iam a se encontrar? Só o destino poderia responder. Mas ele estaria ali, todas as noites, esperando a loba que em seus braços se fazia mulher. Ansiando para matar a saudade, se completarem e fazerem amor.

Lá ao longe, sem que o poeta percebesse, a loba parou, olhou para trás e implorou em seu coração:

- Meu poeta, voltarei pra você, me espera. Não desista de mim...

Por: Sandra Paula

Poema | Ausente presença da distancia... | Sandra Paula



Estou afadigada..
Meus olhos se perdem ao longe
No horizonte que se esconde
No mar de minha tristeza...
Aos poucos sinto  que a distancia
Até então presente
Agora se torna distancia ausente...
Me recolho a meu leito
Retraída do mundo la fora
Sufoco no peito
A dor e o grito
Aos poucos vejo desaparecer
A primavera que habitava  meu ser
O jardim onde teu sorriso brotava como flores
E o perfume do jasmim era suave em minhas narinas...
Como fonte cristalina
As lágrimas brotam de meus deprimidos olhos...
...Choro arduamente a ausência
Presente de você...
Meu sorriso já oculto morre lentamente...
Corro por entre o bosque dos sentimentos...
Procuro-te por entre as árvores  do tempo
Sinto que  te roubam de mim...
Sigo por um caminho deserto...
...Corro...
Grito teu nome...
Lá ao longe te vejo...
Me estendes as mãos...
Mas não as consigo alcançar
Sinto  o desejo de te abraçar
Mas tu me escapole
Aos poucos
Fecho os olhos...
Reavivo  nossa historia
Me contorço de dor
Pela saudade dos tempos de outrora
Pela saudade de você... Amor...
Tranco-me em um mundo só meu
Impossibilitada de alçar a voz e gritar
Gritar  que já não vivo
Que sou apenas fruto de um ser que perdeu seu rumo
Que nada vida não encontra prumo
Fecho os olhos e me encontro no cume do alto monte
Lá  eu desabafo minha dor
Falo pro vento de meu amor
Ele me acaricia e me consola...
Me sussurra em carícia
Faz-me reviver você...
Então, lá no cume do alto monte
Longe de todos e de tudo
...Eu grito meu grito...
E escancaro o amor que me consome...
Grito o quanto te amo...
...E  falo do amor que sinto...
Arranco do peito meu coração
E embrulhado  com meu amor...
Te oferto...
Toma... ainda que  a distancia se torne mais ausente...
Toma... Será sempre teu o meu amor...
Onde eu estiver
Onde eu me for
Te amarei por todo o sempre
Meu anjo
Inesquecível amor...


Poema de: Sandra Paula

Google+ Followers